Vila da Prata, bairro de Manaus

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Na década de 1970, a parte norte do bairro de São Jorge iniciava o processo de expansão com o advento da Zona Franca, então essas pessoas começaram a ocupar a faixa de terra denominada hoje Vila da Prata. Nesta época, a televisão chegava aos lares brasileiros com a exibição do folhetim "Cavalo de Aço", com um enredo desenvolvido num lugarejo de nome Vila da Prata. Na realidade, durante vinte anos, a Vila da Prata não era nem vila e muito menos um bairro, mas foi acompanhando a evolução de seu vizinho, o São Jorge. Com a construção dos primeiros barracos, surgiram também as primeiras ruas e becos. Ainda na década de 70, as velhas ruas de barro deram lugar para o asfalto e as antigas lamparinas e candeeiros substituídos pelos fios de alta tensão. Como conseqüência da construção de pontes e a pavimentação das ruas foram surgindo casas mais elaboradas, que hoje existem no bairro.

Através de reivindicações à administração pública, o bairro começou um processo de urbanização que o levou a receber benefícios que não foram suficientes para atender toda a demanda. Moradores reclamam melhorias para o bairro, que segundo eles, apesar de ser próximo ao Centro, é muito esquecido pelo poder público. O bairro até hoje se confunde com o São Jorge, sendo muitas vezes difícil saber aonde começa um e termina o outro, fazendo divisa com o Jardim dos Barés. Muitos pensam que Vila da Prata faz parte de São Jorge, mas não é verdade. A história de ambos se confunde quanto à época em que chegaram serviços elétricos, saneamento e água encanada, mas o Vila da Prata não é uma ramificação do São Jorge.

Comunidade busca conquistas

Atualmente, o bairro conta com uma pequena feira, que segundo moradores é precária, com uma quadra polivalente onde são realizados torneios desportivos e o festival folclórico do bairro, um Posto de Atendimento de Urgência, Associação de Moradores, Clube de Mães, a Escola estadual Irmã Adonai Politi, o Centro Educacional Sementinha do Saber e serviços essenciais como água encanada, luz elétrica e transporte coletivo sendo atendido pela linha 102. Com relação ao comércio, o bairro possui um comércio pulverizado nas ruas principais, comportando alguns mercadinhos, drogarias, lojas, panificadoras, pizzarias, escolas municipais. O bairro não dispõe de postos de saúde , nem mesmo de uma delegacia e de uma agência dos Correios e lotéricas.

O bairro que também tem como vizinho o bairro da Compensa, acompanha parte da Avenida Brasil e parte do Igarapé do Franco, que está sendo modificado com o processo de transformação promovida pelo Programa de saneamento do governo Estadual, que está retirando as famílias moradoras de palafitas nas margens do Igarapé do Franco. O que é um avanço na urbanização da cidade, basta saber se estas famílias vão ter condições de novas moradias.

Fonte: Jornal do Commércio

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