Mamíferos em extinção

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Cachorro-vinagre


Nome científico: Speothos venaticus


Nome comum: Cachorro-vinagre


Categoria de ameaça: Vulnerável


Este animal conhecido como cachorro vinagre ou cachorro do mato é um canídeo nativo da América do Sul, que habita as florestas e pantanais entre o Panamá e o norte da Argentina. A espécie é naturalmente rara em sua região de ocorrência, sendo muito susceptível à destruição de seu habitat e a doenças transmitidas por cães domésticos.


São animais semi-aquáticos que nadam e mergulham com grande facilidade. A União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) lista a espécie como vulnerável, devido ao isolamento e esparsa densidade das suas populações e à destruição do seu habitat. 


Animal de pequeno porte, com cerca de 30 centímetros de altura, 60 de comprimento e 5 a 7 kg de peso. A pelagem é avermelhada e a cauda relativamente curta é castanha. A cabeça tem um formato quadrado, com orelhas pequenas, e possui patas curtas. Os dedos do cachorro vinagre estão ligados por membranas interdigitais que facilitam a sua natação.


Os roedores de grande porte são as principais presas do cachorro-vinagre. Agutis, pacas e capivaras estão na relação alimentar. Também consomem aves, anfíbios e pequenos répteis. Os cachorros vinagre são animais gregários que vivem e caçam em bandos de até dez indivíduos. A estrutura social dos grupos é fortemente hierarquizada tal como nos lobos cinzentos e os membros do grupo comunicam-se entre si através de latidos. Os seus hábitos são diurnos e de noite recolhem-se para dormir em tocas ou cavidades nas árvores. O grupo é formado por vários casais monogâmicos e pelas crias do par dominante.


Como o cão doméstico, o cachorro vinagre tem dois períodos de cio por ano, que variam ao longo do ano conforme o sítio onde vivem. A gestação dura em média 67 dias e resulta em ninhadas de 4 a 6 crias, que nascem em tocas e são alimentadas pelos adultos até aos cinco meses. A maturidade sexual é atingida aos 12 meses e a esperança de vida média é de 10 anos.


A espécie foi descrita pela primeira vez em 1842, a partir de fósseis encontrados em cavernas no Brasil e só depois se descobriram os animais vivos. O cachorro vinagre nunca foi caçado por interesse económico e é de conhcimento que algumas tribos de nativos brasileiros os conservam como animais de estimação.


Gato-do-mato


Nome científico: Leopardus tigrinus


Nome comum: Gato-do-mato


Categoria de ameaça: Vulnerável


Tempo de vida: 20 anos


Este mamífero tem o corpo esbelto e musculoso. A pelagem é curta e suave de coloração de fundo amarelado ou pardo-acinzentado. Possui manchas pretas arredondadas, que podem apresentar-se como listas longitudinais na parte superior do corpo. Ventralmente e nas patas a cor é esbranquiçada.


Os gatos do mato têm hábitos noturnos e geralmente vivem nas matas. Caçam no chão, onde são muito ágeis, ou nas árvores, e se alimentam de pequenos mamíferos, aves, répteis e anfíbios. É um animal que tem o hábito de a invadir galinheiros à noite, onde causam grandes estragos. São inofensivos ao homem, mas defendem-se ferozmente quando atacados.


Geralmente a fêmea dá a luz em algum oco de árvore ou em uma moita de arbustos bastante densa, onde possa esconder os filhotes. Pelo fato de terem sua pele muito bonita, os gato do mato são bastante perseguidos, estando ameaçados de extinção. Das três espécies, apenas o gato maracajá chega a atingir o sul dos Estados Unidos; as outras duas são comuns nas florestas das Américas Central e do Sul.


Gato-maracajá


Nome cientifico: Leopardus wiedii


Nome comum: Gato-maracujá


Categoria de ameaça: Vulnerável


É um gato selvagem da fauna brasileira, considerado de pequeno porte, com medidas que variam de 42 a 62 cm de cabeça e corpo, de 30 a 48 cm de altura, peso variando de dois a cinco kg e cauda medindo de 33 a 51 cm. A coloração pode variar do amarelo ao marrom, ou castanho, tendo as rosetas largas, completas e espaçadas. Seus olhos grandes e a cauda longa são diferenças fundamentais para sua identificação.


Atualmente sua presença ocorre desde as planícies costeiras do México ao norte do Uruguai e Argentina e em todo território brasileiro, menos caatinga e Rio Grande do Sul. Algumas referências mais antigas relatam que ele vive também nas florestas subtropicais no sul dos Estados Unidos.


A fêmea entra em cio por volta de 6 a 10 meses, têm ciclo estral de 32 a 36 dias, com 4 a 10 dias de estro. Geralmente nasce apenas um filhote, raramente ocorrem gêmeos. O período de gestação é de aproximadamente 83 dias, tem hábito solitário e noturno, adaptando-se muito bem à vida arbórea.


O Gato Maracajá alimenta-se de pequenos mamíferos, aves, répteis e alguns insetos. É classificado como vulnerável na lista de animais ameaçados. Em cativeiro pode viver 21 anos.


Onça-pintada


Nome científico: Panthera onca


Nome comum: Onça-pintada


Categoria de ameaça: Ameaçada


A Onça-pintada habita florestas úmidas às margens de rios e ambientes campestres desde a Amazônia e Pantanal até os Pampas Gaúchos. Conhecida também por Jaguar possui hábitos noturnos e é solitária. Ela é uma exímia caçadora e nadadora, costuma matar capivaras, veados, catetos, pacas e até peixes. Também caça macacos e aves.


É muito cautelosa para atacar sua vítima. Desloca-se contra o vento e aproxima-se silenciosamente, surpreendendo a presa com um salto sobre seu dorso. Por isso surgiu o nome jaguar ou jaguara que significa no dialeto Tupi-guarani a expressão "o que mata com um salto".


A Onça-pintada é o maior mamífero carnívoro do Brasil. Ela necessita de 2 Kg de alimento por dia, o que determina a ocupação de um território de 25 a 80 Km2 por indivíduo a fim de possibilitar capturar uma grande variedade de presas. A onça seleciona naturalmente as presas mais fáceis de serem abatidas, em geral indivíduos inexperientes, doentes ou mais velhos, o que pode resultar como benefício para a própria população de presas. 


Na época de reproduzir, as onças perdem um pouco os seus hábitos individualistas e o casal demonstra certo apego, chegando inclusive a haver cooperação na caça. Normalmente, o macho separa-se da fêmea antes dos filhotes nascerem. Em geral, após cem dias de gestação nascem, no interior de uma toca, dois filhotes - inicialmente com os olhos fechados. Ao final de duas semanas abrem os olhos e só depois de dois meses saem da toca.


Quando atingem de 1,5 a 2 anos, separam-se da reprodutora, tornando-se sexualmente maduros. Apesar de tão temida, foge da presença humana e mesmo nas histórias mais antigas, são raros os casos de ataque ao homem. Como necessita de um amplo território para sobreviver, pode invadir fazendas em busca de animais domésticos. Tal ação, desperta a ira de fazendeiros, que a matam sem piedade. Por esse motivo, e sobretudo pela rápida redução de seu habitat, esse felídeo, naturalmente raro, ainda encontra-se a beira da extinção em nosso país.


Ariranha


Nome científico: Pteronura brasiliensis


Nome Popular: Ariranha


Categoria de ameaça: Vulnerável


A ariranha é o maior mustelídeo conhecido. Atiinge 2,20 m de comprimento. Tem hábitos gregários e vive ao longo das margens dos rios. Alimenta-se sobretudo de peixes, que pesca durante o dia, mas também de pequenos mamíferos e pássaros aquáticos - e seus ovos e filhotes.


Seu tamanho e , principalmente. a forte dentadura não a fazem recuar mesmo diante de animais maiores que ela. Há casos de ataques a seres humanos que invadiram o seu território. Atualmente a ariranha é encontrada nos rios da região centro-leste da Amazônia, no Brasil, da Venezuela, Guiana, Paraguai e Uruguai.


Existem também alguns exemplares no Peru, Equador e Colômbia. Habitam regiões úmidas, rios, lagos, pântanos e, particularmente, as águas "negras" da bacia amazônica. A espécie é protegida no Brasil, Peru, Equador e Colômbia. Mas, dado o isolamento dos territórios que habita, é difícil pôr em prática medidas de vigilância; assim, a Ariranha continua sendo vítima dos caçadores de peles.


Existem poucos exemplares em cativeiro, e a maior parte deles em zoológicos sul-americanos; nos zoológico brasileiros há 16 exemplares. Vivem em grupos familiares de 5 a 9 indivíduos, são raramente solitárias e são especializadas em pescar e comer peixes grandes, mas provavelmente também podem comer crustáceos, moluscos ou outros vertebrados como cobras e filhotes de jacarés. Os indivíduos são facilmente identificados devido à suas manchas brancas na pelagem preta do pescoço.


Em cativeiro, o período de gestação registrado esteve entre 65 a 70 dias. As ariranhas defendem seus filhotes atacando bravamente em grupo. Por causa de sua pele macia e sedosa, foram intensivamente caçadas em décadas passadas e como resultado desta caça associada à destruição de seu hábitat, a ariranha encontra-se ameaçada de extinção.


Macaco-aranha


Nome científico: Ateles belzebuth


Nome comum: Chordata ou macaco-aranha


Categoria de ameaça: Vulnerável 


Longevidade: 33 anos Maturidade: Fêmea - 4 anos, Macho - 5 anos


Este animal tem como predador natural os carnívoros, como a onça, depois o homem, que está acabando com com seu habitat, a floresta amazônica.  Distinguem-se à primeira vista pelos longuíssimos membros, cauda comprida e abdome dilatado, que fazem com que pareçam com uma aranha gigantesca, daí o nome.


Atingindo 65 cm de comprimento, mais 90 cm de cauda, e podem pesar até 8 kg. Trepam em árvores movendo-se com grande rapidez. Esse macaco americano lembra uma aranha na sua teia. Para isso, usa não apenas os quatro membros, mas também a cauda. Esta é preênsil e pode se enrolar e desenrolar a fim de segurá-lo ou para pegar pequenos objetos. O macaco-aranha prefere mesmo usá-la em lugar das mãos.


Quatro espécies e 16 subespécies são reconhecidas pelos primatologistas e se distribuem desde os 23 graus de latitude, nas florestas costeiras do México para o sul, até o limite meridional da floresta amazônica, entre os rios Tocantins e Tapajós.


A pele é escura, às vezes preta, é rala e esparsa. Na parte superior é preta, dourada, ou avermelhado e a face está freqüentemente marcada com uma máscara pálida de pele despigmentada ao redor dos olhos e focinho. Os braços são mais longos que as longas pernas, e as mãos possuem o polegar rudimentar, constituindo uma adaptação ao salto de ramo em ramo, onde a mão é usada como um gancho. A cauda tem mobilidade notável e é utilizada com precisão para segurar os objetos menores e mais delicados. A cabeça, redonda e pequena, provida de grandes orelhas, tem bastante mobilidade.


Em habitat natural, vivem nos ramos mais altos das altas árvores e raramente são vistos no solo. No topo das árvores encontram seu alimento (principalmente frutos e folhas): e ali dormem em grupos de dois ou três, presos uns aos outros pelas caudas. Sua alimentação inclui 90% de frutos e sementes, complementados com flores e brotos. Também comem nozes, sementes, insetos, aracnídeos, e ovos. Eles se alimentam logo cedo e dedicam toda manha em busca de alimento.


Depois das 10 horas seguem para um período de repouso, os adultos, enquanto que os filhotes vão para as brincadeiras. À tarde comem alguma coisa, recolhendo-se à noite para dormir.


Estes animais são sociais e tendem a formar grupos de aproximadamente 30 indivíduos. Grupos de até 100 já foi registrado. O tamanho de grupo varia com tipo de habitat e parece depender em grande parte da produtividade da área. Mostram-se curiosos quando surpreendidos pelo homem, de que se aproximam bastante, sacudindo as pontas dos galhos e emitindo gritos que soam como latidos. Ás vezes quebram os galhos que atiram para baixo, sem direção, mostrando grande excitação e retirando-se em seguida.


Cerca de 12 tipos diferentes de sons podem ser reconhecidos e identificados, de acordo com a ocasião em que são emitidos. Os quatás, como são chamados na Amazônia, mantêm sempre a cabeça erguida, preferindo descer das árvores de costas, e não como o fazem os guaribas. Dão saltos longos, cobrindo mais de dez metros, e é comum deixarem-se cair, da altura de seis ou sete metros, para um galho mais baixo. Os bandos movimentam-se em domínios cujos limites são definidos, que se podem sobrepor em parte, e onde encontram alimento e abrigo.


Em geral percorrem as mesmas rotas durante o dia, retornando às mesmas árvores, à noite, para dormir. Os caçadores aproveitam-se deste fato e conseguem dizimar grande número de macacos, cuja carne é muito apreciada.


Os macacos-aranha não perecem ter uma estação de procriação regular. As fêmeas têm um ciclo de 24 a 27 dias; o acasalamento se restringe a um período de dois a três dias. A gestação dura 226 a 232 dias e nasce apenas um filhote. A ovulação é suspensa pela amamentação e os nascimentos acontecem em intervalos de 2 a 4 anos.


Os filhotes nascem em qualquer época do ano. Durante os primeiros quatro meses, dependuram-se na barriga da mãe. Depois passam para as costas dela. Os machos são sexualmente maduros em cinco anos e fêmeas em quatro.


Sagui-de-duas-cores ou macaco de coleira


Nome científico: Saguinus bicolor


Nome Popular: Sagui-de-duas-cores


Categoria de ameaça: Criticamente em perigo


Peso: Em média 500 gramas Comprimento: 20 cm


Os Sagui-de-duas-cores habitam as florestas da América Central e do Sul, sendo que das 35 espécies existentes 25 são brasileiras. São animais ágeis, inteligentes e muito apreciados como bichos de estimação. Possuem garras para escalar árvores e superfícies ásperas.


Sua cauda é grande em relação ao corpo. Possui coloração preta, na região dorsal castanho e na região interna das pernas dourada. Tem hábitos diurnos e vive nas copas das árvores. Saltam com facilidade devido a forte propulsão dos membros posteriores. Podem descer ao solo à cata de insetos e para beber água.


Eles abrigam-se em troncos ocos e podem repetir o mesmo percurso todos os dias na mata. Não mudam de parceiros, apresentam organização social, disputam a liderança em lutas violentas e o grupo é comandado por um casal dominante. Os pais ensinam os filhos a se alimentar, servem de modelo nas funções de cópula, caça e cuidado parental.


O período de vida média é 10 anos na natureza e 18 em cativeiro. Tem em média de 2 filhotes por parto. A maturidade sexual é atingida aos 3 anos. A gestação dura cerca de 138 a 170 dias. A fêmea pode cruzar dois dias após o parto procriando a cada seis meses.


Alimentam-se de répteis, insetos, pequenos mamíferos, aves, lesmas, ovos, alguns vegetais, frutas e goma das árvores. De acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), a espécie encontra-se em perigo de extinção. Tamanho populacional reduzido com probabilidade de extinção na natureza em pelo menos 29% em 20 anos ou 5 gerações.


Tamanduá bandeira


Nome científico: Myrmecophaga tridactyla


Nome comum: Tamanduá bandeira


Longevidade: 25 anos


Tamanho: até 120 cm, mais 90 cm para a cauda.


Habitat:  Américas do Sul e Central.


O Tamanduá bandeira é um mamífero xenartro da família dos mirmecofagídeos, encontrado nas Florestas, savanas e cerrados das Américas Central e do Sul. Possui coloração cinza acastanhada, com uma banda preta que se estende do peito até a metade do dorso, cauda comprida e peluda, focinho longo e cilíndrico, pés anteriores com três grandes garras e pés posteriores com cinco garras pequenas.


Alimenta-se de formigas e cupins, capturados pela língua comprida e aderente. Também é conhecido pelos nomes de iurumi, jurumim, tamanduá-açu e tamanduá-cavalo. Ele passeia sempre calmo e tranqüilo, com seu longo focinho cônico voltado para o chão. Seu olfato bem desenvolvido vai levá-lo fielmente ao alvo.


Uma vez encontrado o formigueiro, o tamanduá cava a terra com suas fortes garras e mete o focinho no buraco. Sua língua pegajosa, de mais de meio metro de comprimento, explora as galerias do formigueiro. depois de pegar um número grande de formigas, o tamanduá recolhe a língua.


O tamanduá não possui dentes. Ele caça de dia nos campos cerrados e nas florestas da América Central e do Sul, desde a Guatemala até a Argentina. Quando vive próximo das cidades, sai principalmente à noite. É cauteloso, pacífico e solitário. Defende-se com as fortes garras das patas dianteiras. Seu principal alimento são as formigas, os cupins e larvas. Come também vermes e pequenas centopéias.


Na primavera, a fêmea dá à luz um filhote que carrega nas costas até cerca de um ano de idade.


Fonte: wikipédia, saúdeanimal, zoologico.sp.gov.br, geocities, cpap.embrapa, ambientebrasil NR



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