Peixes do Amazonas

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O estado do Amazonas, por ser detentor e ponto de passagem dos maiores rios da bacia amazônica, possui uma das maiores variedades de peixes do mundo.

O Portal Amazônia apresenta neste tópico os peixes mais apreciados da culinária amazonense:

Pirarucu

O pirarucu não é somente um dos maiores peixes de escamas do mundo, mas também um símbolo das águas amazônicas. O pirarucu é um peixe de muita personalidade. Seus olhos amarelados, que mexem sem parar, dão a impressão de que ele está observando tudo a sua volta.

Quando adulto, ultrapassa facilmente os 2 metros de comprimento e 80 quilos de peso. Por possuir dois aparelhos respiratórios brânquias, utilizadas na respiração aquática, e bexiga natatória modificada sobe frequentemente à superfície para respirar, o que o torna uma fácil presa para o arpão dos pescadores.

O pirarucu gosta de habitar os grandes lagos de águas alcalinas da Amazônia e se alimenta de peixes, caramujos, tartarugas, cobras, gafanhotos e até plantas, areia, e lodo. Além de ter sua carne disputada em mercados de peixes, suas escamas são usadas em artesanato e sua língua é utilizada como ralador por índios e ribeirinhos.

O uso de sua saborosa carne é democrático e aceita tanto a grelha quanto um ensopado. Além disso, o pirarucu pode ser cortado em mantas e coberto com sal grosso para conservá-lo para consumo à longo prazo.

Depois basta prepará-lo como se fosse um bacalhau (o peixe é apelidado na região norte de bacalhau da amazônia). O pirarucu pode ainda ser defumado ou até triturado em pilão para ser usado em receitas de bolinhos de peixe.

Um dos pratos mais tradicionais de Manaus é o pirarucu de casaca. A receita consiste numa tradicional maneira de preparar o pirarucu seco e salgado. Assim como o bacalhau, deve ser inicialmente deixado de molho em água que se troca várias vezes. Depois o pirarucu é refogado com bastante azeite, alho, cebola, pimentões e cheiro verde.

Em seguida, o prato é servido, de preferência em baixela de prata e decorado minuciosamente com azeitonas, rodelas de tomate, ovo cozido e tudo mais que possa lhe dar pompa e caracterizá-lo como de casaca.


Tambaqui


O tambaqui é um peixe de pequeno a médio porte. Por ser bastante largo, quase arredondado, tem espinhas compridas. Sua alimentação consiste principalmente de frutas que caem das árvores localizadas junto às margens de rios ou igapós. Por isso, possui dentes semelhantes aos molares humanos, com muita força nos músculos da cabeça.

O tambaqui pode ser preparado cozido ou refogado, bem picadinho, mas nada se compara ao delicioso prato existente em Manaus conhecido como costela de tambaqui. Por ser um peixe capaz de acumular gordura, possui deliciosas costelas o nome pelo qual são conhecidas as espinhas de peixes na região norte.

O pescado deve ser assado sobre o calor de brasas incandescentes. Assim, sua camada de gordura derrete lentamente, penetrando na carne e revestindo-a de untuosidade e de sabor sem igual.

Tucunaré


O tucunaré é facilmente identificado pelo leigo por possuir uma mancha redonda, semelhante a um olho, próxima da cauda. Essa característica permite confundir seus predadores. 

O tucunaré possui uma pele verde-amarela, atinge até 1,20m de comprimento e pode chegar a 15 quilos de peso. Seu habitat são os lagos, matas inundadas ou rios da Amazônia e sua alimentação consiste principalmente de peixes e camarões.

Por ser a única espécie de peixe da Amazônia que persegue sua presa de maneira incessante após ter iniciado o ataque, não desistindo de capturá-la, é o queridinho entre os praticantes de pesca esportiva na Amazônia.

Sua voracidade é tamanha que é capaz de atacar até os anzóis sem isca.

AS características da carne do tucunaré pedem seu preparo em forno, assado ou em caldeiradas. Estas costumam ser a preferência da maioria, ainda mais se incluem tucupi e folhas de jambu.

A piranha


A piranha é um dos peixes amazônicos mais conhecidos. Sua ferocidade quando faminta já foi mostrada até nas telas dos cinemas. Porém, como em muitas histórias hollywoodianas, muito de sua realidade foi distorcida para satisfazer aos espectadores ávidos por sangue e drama.

Na rotina diária do amazonense, o cuidado maior com a piranha não acontece dentro d'água, mas sim ao retirá-la do anzol. Seus dentes afiados podem cortar o mais afoito dos pescadores.

É recomendável também ter atenção com a piranha solta no barco. Ao se debater de um lado para o outro, ela pode querer dar uma mordiscada NO tornozelo do pescador.

A piranha é um peixe carnívoro, muito comum nas águas de alguns dos afluentes do Amazonas. Possui dentes afiados e mandíbulas salientes e varia entre 20 e 40 cm de comprimento.

As duas espécies mais conhecidas na Amazônia são a piranha-preta e a piranha-vermelha. Apesar de ambas se alimentarem basicamente de peixes e animais invertebrados, a primeira costuma nadar solitária e, por isso, não é tão perigosa quanto a piranha-vermelha.

A piranha vermelha é também conhecida como piranha-caju. Possui uma cor avermelhada no ventre e na região inferior da cabeça. Seu habitat são lagos e águas barrentas, e tem o costume de andar em cardumes.

A piranha-vermelha é também a espécie que proporciona um dos caldos mais saborosos e, dizem alguns, com poderes afrodisíacos.


 



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